{"id":7757,"date":"2021-06-08T14:50:51","date_gmt":"2021-06-08T14:50:51","guid":{"rendered":"https:\/\/trenaferragens.com.br\/?p=7757"},"modified":"2021-07-19T17:37:49","modified_gmt":"2021-07-19T17:37:49","slug":"com-home-office-lojas-de-construcao-civil-e-decoracao-tiveram-maior-crescimento-de-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/trenaferragens.com.br\/?p=7757","title":{"rendered":"Com home office, lojas de constru\u00e7\u00e3o civil e decora\u00e7\u00e3o tiveram maior crescimento de 2020"},"content":{"rendered":"\n<p>Um estudo da Federa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo de S\u00e3o Paulo (FecomercioSP), obtido com exclusividade pela Vejinha, mostra que a pandemia da Covid-19 mudou a din\u00e2mica do varejo paulista<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SETOR A SETOR<\/strong><br>Apesar da pandemia, o varejo se saiu melhor em 2020 no estado de S\u00e3o Paulo do que a m\u00e9dia dos cinco anos anteriores. O faturamento de todos os setores foi de 816 bilh\u00f5es de reais, enquanto no per\u00edodo de 2015 a 2019, foi, em m\u00e9dia, de 723 bilh\u00f5es de reais por ano. Mas esse crescimento teve endere\u00e7o certo: quem abocanhou a maior parte do dinheiro extra foram os supermercados. \u201cIsso foi em fun\u00e7\u00e3o principalmente do aux\u00edlio-emergencial\u201d, explica o assessor econ\u00f4mico da FecomercioSP, Altamiro Carvalho.<\/p>\n\n\n\n<p>De todas as vendas do com\u00e9rcio varejista, 36,5% ocorreram nos supermercados, que arrecadaram 55 bilh\u00f5es de reais a mais em 2020: foram de 243 bilh\u00f5es de reais de faturamento anual (m\u00e9dia 2015-2019) para 298 bilh\u00f5es. Mas quem tamb\u00e9m se destacou em terras paulistas foi o setor de materiais de constru\u00e7\u00e3o civil e o de lojas de m\u00f3veis e decora\u00e7\u00e3o, que registraram o maior \u00edndice de crescimento no total das vendas do varejo.<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Constru\u00e7\u00e3o civil (alta de 19,8%): faturamento de 67 bilh\u00f5es em 2020 (17 bilh\u00f5es a mais do que a m\u00e9dia anual de 2015-2019)<\/li><li>M\u00f3veis e decora\u00e7\u00e3o (alta de 13,5%): faturamento de 13,2 bilh\u00f5es em 2020 (2,8 bilh\u00f5es a mais do que a m\u00e9dia anual de 2015-2019)<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>\u201cCom o isolamento, e as pessoas economizando em turismo e lazer, procuraram fazer reformas com a sobra de recursos e tamb\u00e9m se adaptaram ao home office. Isso, claro falando de classe m\u00e9dia, obviamente\u201d, diz Carvalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Em compensa\u00e7\u00e3o, quem mais encolheu em S\u00e3o Paulo foi o setor de lojas de vestu\u00e1rio, tecidos e cal\u00e7ados (-24% no total das vendas), seguido do setor de concession\u00e1rias de ve\u00edculos (-20,3%). \u201cVestu\u00e1rio foi o mais tr\u00e1gico. E \u00e9 grave: \u00e9 o setor que tem o maior n\u00edvel de empregabilidade\u201d, explica o assessor econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Lojas de vestu\u00e1rio, tecidos e cal\u00e7ados: faturamento de 50 bilh\u00f5es em 2020 (8,3 bilh\u00f5es a menos do que a m\u00e9dia anual de 2015-2019)<\/li><li>Concession\u00e1rias de ve\u00edculos: faturamento de 75 bilh\u00f5es em 2020 (8,5 bilh\u00f5es a menos do que&nbsp; a m\u00e9dia anual de 2015-2019)<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>M\u00caS A M\u00caS<br>2020 bagun\u00e7ou as tend\u00eancias dos \u00faltimos cinco anos nas vendas do varejo. Fevereiro, por exemplo, m\u00eas do ano com o menor n\u00famero de dias, n\u00e3o teve o pior desempenho em vendas como de costume. \u201cAbril ganhou essa posi\u00e7\u00e3o, o m\u00eas em que come\u00e7aram as restri\u00e7\u00f5es\u201d, diz Altamiro Carvalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Fevereiro ficou ent\u00e3o em 10\u00ba no ranking m\u00eas a m\u00eas na participa\u00e7\u00e3o do total de vendas de 2020, com 7,7%. Abril, o pior, teve 6%. Os meses do segundo semestre dominaram o topo: dezembro (10,7% das vendas), novembro (9,6%), outubro (9,4%) e setembro (8,7%). O segundo semestre teve o maior n\u00edvel de flexibiliza\u00e7\u00e3o do Plano S\u00e3o Paulo, o que impulsionou o com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2015-2019, dezembro e novembro tamb\u00e9m figuraram como os meses de melhor desempenho. Mas maio, por exemplo, que ganhava destaque com o Dia das M\u00e3es, teve desempenho fraqu\u00edssimo: em 2015-2019, maio ficava em 6\u00ba lugar no volume de vendas e em 2020, caiu para 11\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMaio era sempre o melhor m\u00eas do primeiro semestre, por conta do Dia das M\u00e3es, data que no ano passado praticamente n\u00e3o existiu\u201d, afirma Carvalho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VARIA\u00c7\u00c3O SAZONAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de maio ter sido um fiasco, teve a maior varia\u00e7\u00e3o sazonal do ano (aumento de vendas em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior). O motivo \u00e9 simples: em abril, a maior parte do com\u00e9rcio estava fechada e em maio de 2020 houve uma flexibiliza\u00e7\u00e3o, fazendo com que o m\u00eas tivesse um desempenho 15,4% melhor do que abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2015-2019, essa posi\u00e7\u00e3o era do m\u00eas de dezembro, que contava com o maior crescimento do ano em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Resumindo: 2020 foi um caos tamb\u00e9m para as estat\u00edsticas. \u201cFoi totalmente distorcido. O que eu vejo como economista: para as proje\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3ximos anos, a gente deve eliminar 2020!\u201d, finaliza Altamiro.<\/p>\n\n\n\n<p>fonte: <a href=\"https:\/\/vejasp.abril.com.br\/cidades\/coronavirus-2020-economia-sao-paulo-varejo-construcao-civil-decoracao\/\">https:\/\/vejasp.abril.com.br\/cidades\/coronavirus-2020-economia-sao-paulo-varejo-construcao-civil-decoracao\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar da pandemia, o varejo se saiu melhor em 2020 no estado de S\u00e3o Paulo do que a m\u00e9dia dos cinco anos anteriores. 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